Guerra e paz. Que paz?
Faz tempo que não atualizo o blog. Assim como faz tempo que não escrevo nada sobre o infindável conflito em israelenses e árabes. Acho que devo retomar as duas coisas. Mas, por enquanto, com as antigas regras ortográficas da língua portuguesa. Certa vez escrevi um texto sobre uma mãe judia, que levava um bebê de 9 meses na barriga. Foi morta em uma emboscada, nos idos de 2001 ou 2002. O terrorista árabe se disfarçou de soldado israelense, se aproximou do carro e disparou várias vezes contra os ocupantes. A mulher grávida morreu e seu filho não teve a oportunidade de ver a luz na Terra Santa. Assim como agora, Israel retaliou. E mundo hipocritamente chiou. A “opinião pública” internacional se apressa em condenar Israel. Reação desporporcional, é o que se diz. Então, correto seria imitar as táticas árabes? O correto seria se disfarçar, se infiltrar no meio da multidão, para que ninguém soubesse de onde vem o ataque e qual a cara do inimigo? Sim, porque essa é a lógica da estratégia árabe.
Se não fossem as constantes ações das forças de segurança, todos os dias teríamos pelo menos 40 atentados contra civis dentro de Israel. Gente que morreria sem nem ter a oportunidade de correr. Os palestinos reclamam dos helicópteros, dos mísseis, dos disparos e dos soldados. Mas eles sabem exatamente de quem correr. Eles sabem que o som das aeronaves prenunciam ataques. Eles conhecem o rosto de seu oponente. Eles podem correr. Porém, não querem ou simplesmente não podem. Os simpáticos militantes das facções que lutam contra a ocupação não deixam esse povo se proteger porque cada corpo é um troféu. Cada morto é um mártir. Não pela liberdade, mas pela perpetuação de seu infame poder. Cidadãos em Gaza são mais reféns do Hamas do que de qualquer ocupação.
Mas isso a opinião pública, sentimental, esquerdista e anti-semita não enxerga. É mais fácil colocar a culpa de todos os problemas no lado teoricamente mais forte. E eu pergunto? Israel, o lado mais forte? São menos de 8 milhões de judeus rodeados de mais de 300 milhões de árabes que se odeiam mutuamente, mas que se unem em torno do inimigo comum. Um inimigo que transformou o deserto em jardim, que inova tecnologicamente, que busca soluções para as enfermidades que desafiam a humanidade e, principalmente, que pratica a democracia em uma região onde a tirania e a corrupção são a regra. Os árabes não têm medo das bombas de Israel. Eles temem a sua democracia. Onde mais, no Oriente Médio, cidadãos desafiariam publicamente seu governo em meio a uma guerra onde o resultado pode significar a continuidade do próprio Estado e do próprio povo? Ah, mas isso ninguém vê. Ou melhor, ninguém quer ver.