De novo, os assassinos
Benazir Bhutto foi assassinada em mais um ato terrorista no Paquistão. Só este ano, 800 pessoas perderam a vida no país de Pervez Musharraf graças aos fundamentalismos em infestam aquela parte do mundo. A mulher, primeira premiê do mundo islâmico, pagou um preço muito alto por ser mulher, política, progressista e desafiadora em um mundo dominado pelos homens, seus conservadorismos e seus fundamentalismos.
Bhutto tinha, além de um capital político expressivo, um poder simbólico quase inigualável neste mundo islâmico. Não negava sua condição mulçulmana, mas lutava por coisas que nós mulheres ocidentais já nem lembramos mais que são caras de tão corriqueiras na maioria de nossos lares: igualdade entre homens e mulheres, cidadania, direitos humanos. Coisas tão simples, mas que lhe custaram a vida. Uma pena.
Dezembro 27, 2007 at 6:07 pm
Tanto fizeram que conseguiram. Na volta de Benazir Bhutto ao Paquistão, a primeira tentativa. Outras não faltaram.
O que justifica a violência dos ataques naquela região? É bem difícil responder, porque não fazemos parte daquela realidade. Mas fato é que a realidade, vista de longe, assusta. Mesmo vivendo em um país tão, ou mais, violento como é o Brasil.
O que “consola”, se é que podemos chamar isso de consolo, é que Bhutto será lembrada como um ícone, pela forma como lutou pelo seu país. Já outras centenas de brasileiros não serão lembrados como vítimas da violência que vivemos no nosso país… Isso também é uma pena.
Abraço,
MAURICIO
Março 31, 2008 at 1:28 am
Os dois primeiros itens da ONU que tratam dos direitos das mulheres falam justamente disso: Direito à vida, liberdade e seguranca.
É triste quando sabemos destes ocorridos, mais triste ainda quando nada é feito a respeito e tudo volta a ocorrer. Aí a ONU e seus direitos vão por agua a baixo.
Abraço.